A ansiedade que antecede ao momento de criar

* A diminuição súbita (geral) da energia de um sistema e todas as funções que dele dependem;
* O propalado "efeito dominó" e sua condição mais extrema: o colapso;
* A debilidade repentina das ações, adinamia de ritmo, queda do poder e forças, um momento ômega.

Scribere
Faço dos sinais gráficos, que conheço, os meus representantes. Desembaraçando os caracteres, leio-os, de viva voz. Minha expressão é redigida em linhas incompletas de palavras. A composição de letras dirigidas para registrar meu sonho literário. Escrevo, porque amo.


LuhanaSP

sábado, 31 de dezembro de 2011

Acreditar

O início da construção de uma verdade se dá quando você acredita. Uma sentença, palavra, ou ideia, ganham vida e passam a ser descortinadas a partir deste conceito.
Acreditar mobiliza a sua atenção e confere confiança, incentivando o "segundo passo". Qual é o momento em que algo deixa de ser estéril e tornar-se digno da sua estima e afeição?
Aquilo que é ou existe iniludivelmente - Verdade?!
Seguir em frente com suas escolhas depende da conformidade entre os seus propósitos e as situações que se apresentam à sua frente - uma concepção de realidade. 
Acreditar na sinceridade é crer em um axioma, a boa-fé que se sente ou se pensa existir é feita de matéria humana e subjetiva e não serve como defensivo contra a ilusão. 
Acreditar é dar e transmitir credibilidade, uma vontade primária de encontrar e saber a verdade.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Sentimos

Falamos quando sentimos
Pensamos...
Sentimos o que falamos
Pensamos no que sentimos
Falamos!
Pensamos sobre o que falamos
Sentimos?
Falamos o que pensamos sentir
Pensamos antes falar
Falamos?
Sentimos o que pensamos
Falamos do que sentimos
Sabemos pensar?
Sentimos sem falar...
Falamos enquanto pensamos
Apenas pensamos
Falamos sem pensar 
Sentimos!






quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Quando se condena a juventude - Diálogo entre pais e filhos

É difícil tentar convencer um pai, ou, uma mãe, que não se deve preocupar em excesso. Não é possível medir o excesso quando se quer proteger um dos maiores bens - a prole, a continuidade da própria existência.
A manifestação do sentimento inato, que se realiza desde a gestação e todas as suas etapas; o parto; o choro; a primeira respiração. Os pais passam a ser os responsáveis zeladores destas novas vidas, que na fase mais primária e infantil se confunde com as suas próprias.
Libertar-se da ideia do guardião e abrir a porta da gaiola, deixando voar o pássaro raro - ameaçado de extinção - contradiz e oprime o coração de quem deseja "livrar de todo o mal". Mas, um pássaro preso perde a beleza do vôo e a alegria do canto livre.
Condenar a juventude sob o pretexto da proteção, podar os comportamentos e arroubos juvenis, nos moldes da maturidade imposta pelas experiências alheias, não produz o efeito desejado. Acelerar o processo de libertação da borboleta, quando o casulo se torna um suplício angustiante, não fortalece suas asas. Encapsular a larva é ainda mais cruel, porque ela não irá se debater, nem sofrerá com a perda do espaço e nunca será uma borboleta.
Alguns pais amam tanto os seus filhos, que querem poupá-los de tudo: problemas, perigos, medos e sofrimentos. Em situações complexas se propõem a assumir o controle e guiá-los no caminho, considerado por eles, o melhor - os pais querem o melhor para os seus filhos. E os filhos desejam, como desejaram seus pais, em suas juventudes, a liberdade de escolha.

domingo, 20 de novembro de 2011

Consciência Negra

A consciência não tem cor, mas hoje ela deve ser tingida de negro por justa homenagem.
É impossível apagar um passado, um processo histórico tão contundente (covarde e truculento), mas examinar os próprios atos e sentimentos é importante para a reparação.
Ter consciência: ser incapaz de uma indignidade. 

O Navio Negreiro
(Antonio Frederico de Castro Alves)
... 

IV

Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia? 
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto!
Auriverde pendão de minha terra, 
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança 
Antes te houvessem roto na batalha, 
Que servires a um povo de mortalha!

Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas, 
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais!
Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Vai acontecer no dia 11/11/11

Cada dia é diferente do outro - imprevisível, por mais que se tente adivinhá-lo, decifrá-lo, ou, sabê-lo com exatidão. Um espaço sideral de pura e reluzente imprevisibilidade.

O inusitado acontece diante dos seus olhos, na fração de um piscar. E todo o planejamento terá que se submeter à porção vazia do universo, região em que predomina o vácuo, desprovida de regras e respostas prontas. O transcendental improviso.

Conjunção astral para o dia 11/11/11:

O Sol segue orbitando o signo de Escorpião e a Lua - dando vazão aos seus ímpetos sedutores - passará o dia em Touro, em quadratura com Netuno, que resolveu "dar um tempo" na sua trajetória pelo signo de Aquário. É a maré do delírio, vindo por aí. Dizem que é a quadratura ideal para os loucos, ébrios e artistas.


domingo, 6 de novembro de 2011

Anseios

 

Você sabe o que quer da vida? Sabe, ao menos, o que não quer?
Difíceis questões existenciais...
Lembrei-me de uma música, reminiscência quase infantil, de um período em que eu ouvia muito o sábio lunático - Raul Seixas. A música é "Gente".

Gente é tão louca/E no entanto tem sempre razão/Quando consegue um dedo/
Já não serve mais, quer a mão/E o problema é tão fácil de perceber/
É que gente/Gente nasceu pra querer...

Provavelmente, a resposta de maior incidência entre nós, seres humanos feitos desta substância - gente, é a clássica: - Eu quero ser feliz! Mas, é certo também, que quase todos nós agimos como autômatos e seguimos sem saber.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Coincidência e redundância

Can't Buy Me Love
(Lennon/McCartney)

Can't buy me love, love
Can't buy me love

'll buy you a diamond ring my friend
If it makes you feel all right
I'll get you anything my friend
If it makes you feel all right
'Cause I don't care too much for money
Money can't buy me love

I'll give you all I've got to give
If you say you love me too
I may not have a lot to give
but what I've got I'll give to you
I don't care too much for money
Money can't buy me love

Can't buy me love
Everybody tells me so
Can't buy me love
No, no, no, no

Say you don't need no diamond rings
And I'll be satisfied 
Tell me that you want those kind of things
that money just can't buy
I don't care too much for money
Money can't buy me loveCan't buy me love 
Everybody tells me so
Can't buy me love
No, no, no, no

Say you don't need no diamond rings
And I'll be satisfied
Tell me that you want those kind of things
that money just can't buy
I don't care too much for money
Money can't buy me love
Ooh, can't buy me love, love
Can't buy me love, no


Não quero dinheiro
(Tim Maia)

Vou pedir prá você ficar
Vou pedir prá você voltar
Eu te amo
Eu te quero bem

Vou pedir prá você me amar
Vou pedir prá você gostar
Eu te amo
Eu te adoro, meu amor

A semana inteira
Fiquei esperando
Prá te ver sorrindo
Prá te ver cantando
Quando a gente ama
Não pensa em dinheiro
Só se quer amar
Se quer amar
Se quer amar

De jeito maneira
Não quero dinheiro
Quero amor sincero
Isto é que eu espero
Grito ao mundo inteiro
Não quero dinheiro
Eu só quero amar

Te espero para ver se você vem
Não te troco nesta vida por ninguém
Porque eu te amo
Eu te quero bem

Acontece que na vida gente tem
Que ser feliz por ser amado por alguém
Porque eu te amo
Eu te adoro, meu amor

A semana inteira
Fiquei esperando
Prá te ver sorrindo
Prá te ver cantando
Quando a gente ama
Não pensa em dinheiro
Só se quer amar
Se quer amar
Se quer amar

domingo, 30 de outubro de 2011

II Sarau Literário via Twitter



Participar do #SarauBrasil é a oportunidade de conhecer experiências poéticas condensadas em 140 caracteres.

Este pretenso novo gênero literário - twitteratura - apresenta-nos autores de muita empatia, presentes em nossa "timeline" por afinidade e inspiração.
Os organizadores deste evento são Renan Osvaldo Pacheco e Daniele Souza Freitas.

sábado, 29 de outubro de 2011

Flor + Sol

O Girassol
(Vinicius de Moraes) 

Sempre que o sol
Pinta de anil
Todo o céu
O girassol
Fica um gentil
Carrossel

Roda, roda, roda
Carrossel 
Roda, roda, roda
Rodador 
Vai rodando,dando mel
Vai rodando, dando flor

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Transição entre o ontem e o amanhã

Seria, agora?
Hoje?
Raro momento:
Linha que não separa,
Confunde.
Já passou,
Foi-se o tempo.
E o ontem que você lembrou,
Misturado na manhã do dia seguinte.
Pronto! Passou, passou...
Foi-se o tempo.











sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O dilema de um vazio

A idéia caiu no primeiro bueiro
Que encontrou no chão e sumiu.
Volúvel? Decidiu volver,
Acenou e depois partiu.
Grito: Virgem Santa!
Ou, Puta que pariu?

domingo, 21 de agosto de 2011

Encurte a sua URL

A síntese das idéias
Mirando o objetivo:
Vá direto ao ponto,
Sem perder o foco!
Caminho imediato
Mapeado pelos bits
De alta prioridade.
Em movimento:
Migre-me,
Migre-te,
Migre-nos.



domingo, 14 de agosto de 2011

Saída de emergência

Quero chamar um táxi,
mas é noite e chove muito,
Não sei como, me perdi.
A cidade amiga me trancou,
Fim da boa convivência,
Não tenho para onde ir.
Chaves não abrem a porta,
São cópias imperfeitas
De testes sem rigor.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Fórmula secreta

Guardado o sonho não realizado
Dormindo no tempo empoeirado
Perdido e sempre reencontrado
Porque não se acha esquecido
Relendo o papel mais amarelado
Recordando o que não foi sabido.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Aniversário


É um dia registrado pelo tempo,Fato ocorrido naquele calendário.
Evocação de criança que chora,O primeiro suspiro nascimento.
Pedra fundamental da memória,Data dos anos de mil e novecentos...Repeteco vivido até este momento:Meu aniversário!

P.S.: Agradeço pela paciência de todos.

domingo, 31 de julho de 2011

Passo em falso


Recolhi os sapatos pela casa,
Mas, eles não deixaram pegadas
E estavam jogados pelos cantos.
Estou olhando para os meus pés
Que estão nus diante de mim.

Não sei como cheguei até aqui.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Felicidade plena




Submergir a consciência
E adormecer o cerne
[mute]
Bocejar no aconchego
Todas as benesses
Do isolante térmico.

domingo, 10 de julho de 2011

Desarquivando

Arquivo I:

A minha relação com as agendas não é muito boa. Até esta data, não consegui mantê-las atualizadas e organizadas.

Oi organização, tudo bem? Quero avizinhar-me de ti e pedir a especial deferência de apresentar-me a disciplina (quero ser amiga de vocês). Por favor, desconsidere os meus antecedentes. Prometo ser uma boa menina.

Arquivo II:

O caos empilhado faz sombra à minha coragem.
E agora?
Nenhuma cronologia resiste. As gavetas revelam-se vazias e esperam o regresso do conteúdo espalhado, escondido, perdido, entre palavras e pensamentos.
Oh, Tempo! Por que passas apressado, levando o que eu ainda não sei?
Repetição padrão, de mim mesma.
Desordem equivocada...

Arquivo III - Dia & Noite:

Emaranhados os caminhos, apertam os nós. Antes do desenrolar natural, temos a confusão dos acessos e vias de difícil decodificação.
Qual direção evitará o risco das perdas? Perder o referencial "eu mesmo", entrar em rota de colisão das expectativas frustadas e, principalmente, contemplar o fúnebre adeus dos sonhos desacreditados, abortados e esquecidos?
Nos momentos em que o reflexo do espelho não é mais o seu, a sinalização ambígua do destino será incapaz de indicar quando você se perdeu.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Raiva ou Colisão das Partículas Sentimentos

Hoje eu irei explodir
E os meus pedaços,
Jogados a esmo,
Ficarão espalhados.

O repentino estrondo
Desta arrebentação
Poderá causar medo,
Não fuja sem mim!

Antes, encontre-me.
Refazendo o caminho
Por onde passei,
Recolha-me do chão.

Talvez eu não esteja
Naquele mesmo lugar,
Daquela primeira vez.
Por isso, procure-me.

Apanhando os cacos,
Ponha-se a lembrar,
Pois o maior esforço
Ainda está por vir.

Na hora de remontar
As partes recolhidas,
Não alimente ilusões
E repita o meu modelo.

Se eu puder voltar
A existir por inteiro,
Quero sonhar a vida
Do jeito que era antes.

domingo, 3 de julho de 2011

Questão de múltipla escolha

Não queira encontrar respostas,
Elas esvaziam a questão.
Os enigmas residem nas perguntas,
Um exercício para a imaginação.
O pensamento constrói rotas,
As perguntas mostram a direção.

Sonho melhor com os olhos abertos


Existe hora certa para sonhar?
Abra os olhos e veja,
O tempo não dorme.
É preciso estar atento,
Depois do sono.
Os ponteiros do relógio
Não param de dar voltas.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Caixa de ferramentas





O martelo, a bigorna e o estribo,
Na cabeça realizam um plano,
Vários sonhos em construção...

O arquiteto será ouvido?
Se a sorte não entrar pelo cano,
Depois de tanta demolição.
Cálculos corretos, duvido!?
A obra durará mais de um ano,

Melhor não pensar em ampliação.

sábado, 25 de junho de 2011

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Toda ilusão será perdoada





Engano dos sentidos: erro de interpretação.
Somos prisioneiros do olhos? - Não!
Na procura da solução, temos a mágica,
Diante deste fato, não ignore a sensação.
Pois, o que dura pouco, na prática,
Poderá provocar a melhor emoção.

Lágrimas e risos da comédia trágica,
Óptica e mera ilusão.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Achados & Perdidos


Promessas de Ano Novo?
Dietas que começam na segunda-feira!
Planos perfeitos que nunca saem do papel.
Reforma interior versus antigos hábitos.
Que tal, começar a terapia?!
Promessas quebradas...
Idéias para melhorar a casa, a rotina, a vida.
E aquela viagem?
O roteiro almejado, acalentado e muito, muito desejado.
Férias!!!
E o encontro com o próprio "eu", quando será?
Desta vez, tudo será diferente... né?

sábado, 18 de junho de 2011

A tradução da arte

Traduzir-se

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?

Este poema é do genial Ferreira Gullar -
Na Vertigem do Dia (1975-1980)

sábado, 11 de junho de 2011

Lágrimas de chuva


Olhos nublados do muito tempo que se passou... E as nuvens acumularam-se no peito. Aquela sensação de obstáculo, quando o ar não consegue fluir e a falta dele oprime os pulmões. É a condensação sentimental - o ar passa a gotejar.
A garganta embalada para presente, ostenta um grande laço estruturado, armado, amarrado com um nó central. O incômodo clássico da roupa nova do rei - que ninguém vê.
Chora! Todas as águas correm para o mar.

domingo, 5 de junho de 2011

Deleite e traição

O ócio apaixonante das horas vazias, esquecido da pressa, se demora.
É um fim de tarde preguiçoso, dentro do seu mundo - Aconchego.
Lá fora tudo passa: as pessoas, o tempo, afazeres que não são seus.
O doce deleite do olhar repousado sobre o nada, pura contemplação...
Estado letárgico e sonolento, desprogramado para agir.
Foi-se o "animus movendi", deitou-se o ímpeto.
A crônica da derrota anunciada paira sobre as nossas cabeças,
E mesmo não sendo uma surpresa,
Todo domingo é traído pela segunda-feira.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Brincando com um pêndulo


As idas e vindas da própria trajetória, ou uma despretensiosa análise sobre o curso do tempo - o passar dos dias no calendário - nos faz deduzir sob a luz da razão, que "as verdades dos observadores são sempre relativas aos seus próprios referenciais."

Diante de qualquer referencial, estaremos sempre em movimento, pois, nos encontramos em uma determinada galáxia e todas elas adquiriram velocidade de expansão, desde suas origens, a partir da grande explosão inicial. Por isso estamos em constante MOVIMENTO, acelerado ou não, rítmico, uniforme, intenso...

Defina suas prioridades e movimente-se em direção dos seus objetivos, neste vasto universo de surpresas e possibilidades.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Prêmio Cataratas de Contos e Poesias 2010





A lista dos Vencedores do "Prêmio Cataratas" de Contos e Poesias em 2010, foi divulgada recentemente e está à disposição no site da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu. O novo regulamento publicado e também disponível no site, informa que as inscrições estarão abertas a partir de 01 de julho até 30 de novembro de 2011.

Participei em 2010, com o poema "Afetividade".
Hoje, após lê-lo, tive outra impressão. Achei-o pueril, em demasia. Com isso, não quero dizer que me decepcionei, mas, não superestimo a sua beleza poética. A ternura me basta.


Afetividade

Os olhos da alma enxergam através das cortinas fechadas,
Vislumbram a essência guardada nos potes de mel.
O doce das palavras ternas e eternizadas,
De meigos amigos caídos do céu.

Como anjos recém-chegados dão guarda e proteção,
Compartilham os momentos perdidos pelo caminho.
Tropeços que desabafam os fardos da compreensão,
Reforçando laços sobrecarregados de carinho.

Viajantes do tempo vindos de algum lugar,
Permeiam a vivência entre chegada e partida.
Presentes revisitados, que sempre estiveram lá,
Regressos de um "déjà vu" sem despedida.

O encontro de ontem já foi suficiente.
A pessoa incomum passou a ser especial.
Confiança plantada em presença permanente
E os muitos motivos de um abraço fraternal.

terça-feira, 17 de maio de 2011

La poesia

Demostrar por los ojos de risa, antes de tu amor.
Mantenga sus labios la palabra para captar la mirada.
Asegúrese de decirle cuando el corazón dicta el ritmo
Y besos causar los mejores abrazos.

domingo, 15 de maio de 2011

Insone

Insone insano
Momento sem janela
Não deixa olhar em volta
O sonho em construção
Medo do futuro tirano
Borrões em aquarela
Prisioneiro e escolta
Apertaram as mãos
Obstruído por hesitar
Esvaziou-se de sentido
Derramou lágrimas
Inerte e impassível
Não sabe mais voar
Quedou-se agredido
Mutiladas as asas
Deseja o impossível

quinta-feira, 5 de maio de 2011

De pernas para o ar





O seu mundo parece revirado,
E todas coisas fora do lugar?
Acreditando que a vida esteja
De pernas para o ar,
É o momento certo:
- Dê uma cambalhota.


quarta-feira, 4 de maio de 2011

MARIA

Maria, Maria...
Ia ao mar,
Lançava-se ao ar,
Corria.
Menina má,
Ria!
Diante dos erros,
O que fazer?
Ela, já sabia.
Ária,
Refletida no espelho,
É primazia.

domingo, 1 de maio de 2011

Dia do trabalho

Vamos comemorar?
Trabalhadores do Brasil, uni-vos!
A História não registra todos os nomes e feitos, mas hoje é o dia dos anônimos. A sétima economia do mundo (PIB - Brasil - http://migre.me/4puTV) precisa de muitos braços e pernas, mentes e idéias produtivas.
O site da Receita Federal está contabilizando, neste final de semana festivo, a arrecadação, que deve ser mais um novo recorde. Declarar o IRPF é uma obrigação - dever legal.(www.receita.fazenda.gov.br/PessoaFisica/IRPF/2011/Default.htm)
Para cada dever um direito, para cada direito um dever. A equalização é um bom caminho.

Vamos construir um país melhor, mais justo, solidário, democrático e com "carteira assinada"?!
A luta pelos direitos não se extingue com as conquistas, é preciso seguir em frente - em busca de trabalho e justiça social.


Morte e vida severina
João Cabral de Melo Neto

— O meu nome é Severino,
como não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias.
Mas isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.
Como então dizer quem fala
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino
da Maria do Zacarias,
lá da serra da Costela,
limites da Paraíba.
Mas isso ainda diz pouco:
se ao menos mais cinco havia
com nome de Severino
filhos de tantas Marias
mulheres de outros tantos,
já finados, Zacarias,
vivendo na mesma serra
magra e ossuda em que eu vivia.
Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas,
e iguais também porque o sangue
que usamos tem pouca tinta.
E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte,
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida).
Somos muitos Severinos
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima,
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,
a de querer arrancar
algum roçado da cinza.
Mas, para que me conheçam
melhor Vossas Senhorias
e melhor possam seguir
a história de minha vida,
passo a ser o Severino
que em vossa presença emigra.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Souvenir, perfume e música


Uma doce lembrança faz brotar aquele indelével sorriso, diante da constatação primária de um pensamento feliz.
Não me surpreendo com a velocidade com que o cérebro reconstitui cenas, diálogos, impressões físicas e psicológicas... frações de segundo. Nos deparamos com a técnica mais difundida entre os viajantes do tempo - lembrar é reviver.
Ter recordações completamente conservadas em sua memória é a prova de que não foram utilizados conservantes ácidos ou corrosivos. Os bons sentimentos são os melhores conservantes.
A reminiscência de memórias antigas ou recentes exercita a faculdade de preservar a nossa história pessoal, cheia de detalhes e momentos.
Tratando a experiência como um fundamento do aprendizado, a conciliação das lembranças consolida a nossa memória.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Em busca de consolo

Tem certos(errados) dias, em que todas as coisas coadunam para que você se sinta, inevitavelmente, infeliz.
Estou vivendo este momento, procurando consolo em palavras e memórias que me tragam aconchego.
Quando a crise me afronta, procuro escudar-me com o Fernando Pessoa. Desta vez, muito gentilmente, o seu heterônimo Ricardo Reis veio em meu socorro.


Segue o teu destino,
Rega a tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas, serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.


(Ricardo Reis)

sábado, 9 de abril de 2011

Promessa é dúvida

Prometer é declarar e assumir a obrigação,
Quando a fatalidade surgir exigente.
A jura sintomática de quem busca o perdão
E passar pelo crivo da justiça indulgente.
Ato horóico em busca da absolvição,
Desmedido e um pouco inconseqüente,
Pois aceita cumprir o trato em questão,
A despeito dos imprevistos do expediente.
Dívida contraída para provar a razão,
Que a honra combalida é intransigente.




sexta-feira, 8 de abril de 2011

I'm sorry i can't be perfect









Um anseio,

Aspiração que fez o meu mundo girar,
Ser mais e melhor,
Algum sonho realizar,
Não só o meu,
Mas, todos os que eu puder abraçar.
Apreciar a beleza,
Sem exclusividade, compartilhar!
Tentar durante os dias e noites,
Ser feliz, sem lastimar.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O horror




O hábito cotidiano de ligar a TV, não é tão seguro. Por mais despretensioso que pareça, não se pode ficar impassível diante de sensações e imagens imiscuídas: dor, medo, espanto, desespero, surpresa... flechadas de doloroso impacto e poder de destruição. Mas, não foram flechas. Foram balas de revólver, desferidas com grande crueldade e precisão.


O estremecimento e a agitação de pessoas correndo, querendo notícias. As angustiosas notícias transmitidas diante das câmeras, imagens sem edição, um mundo irreal, sem cortes, mas, cravejado de insegurança e desarmonia. Uma mãe que avisa ao pai sobre a morte assassina e a falta da filha.

Aversão e pavor. Como explicar um atentado tão medonho e sinistro? Não estávamos preparados para uma chacina. Não estamos preparados para padecimentos de natureza tão insuportável, ou seria o oposto? Por nos prepararmos, por conduzirmos nossas vidas e políticas ao cenário hodierno, acabamos produzindo espetáculos tão lamentáveis - barbaridade e horror.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Globalização e humanização

Valendo-me da máxima: a esperança é última que morre, eu quero crer na globalização proposta pelo Milton Santos, o célebre geógrafo, que cunhou uma das frases mais significativas que conheço: "a maior coragem, nos dias atuais, é pensar."

As transformações sociais atingem importância planetária, porque o mundo se comunica usando uma linguagem mais dinâmica e acessível. É a rede...

Mas, a informação nem sempre se propõe a informar, ao contrário, é um grande negócio, cujo objetivo maior é convencer acerca da viabilidade do pacote de dados e serviços - hermeticamente fechado, linda embalagem - quer comprar?

A maior parte da informação transmitida é manipulada e não pretende esclarecer, mas confundir. Em foco está o mercado de ações de ideologias: métodos, possibilidades e, principalmente, vantagens.

A fórmula mágica baseia-se na alienação e no comportamento consumista, sem o horizonte da transformação do espaço e do tempo pela educação filosófica - vamos aprender a pensar!?

"O homem consumidor caminha no espaço do desconhecimento do mundo relacional e do falso e alardeado conhecimento do mundo das mercadorias."



sábado, 2 de abril de 2011

O que é autismo

imagem: ahistoriadapipa.blogspot.com


Uma alteração cerebral e tudo se altera, nós sabemos disto. Apesar de, muitas vezes, não sabermos explicar.
Quando a capacidade de comunicação é afetada, o método para estabelecer contato e relacionamentos foge do que chamamos de "padrão", em princípio isso não é bom ou ruim, mas, é diferente.
Na infância, lidar com as diferenças é um processo complexo. As crianças são naturalmente autênticas e espontâneas, tanto que se mostram desprotegidas para interagir com os ambientes e os adultos.
O autismo é a expressão de um comportamento demasiadamente livre, de conexões delicadas.
Quem brinca, ou, já brincou, com uma pipa (papagaio/pandorga/arraia), sabe que este brinquedo voa preso por uma extremidade numa linha ou barbante, tem uma estrutura leve que permite muitas manobras. Quando a linha se parte, a pipa escapa das mãos do seu condutor-manobrista e voa ao sabor do vento.
As crianças precisam e merecem muita atenção. Se, alguns destes comportamentos forem observados, fique atento:
  • surdez aparente;
  • não estabelecer contato com o olhar;
  • linguagem repentinamente interrompida e/ou ausência de respostas;
  • atitudes de isolamento;
  • agressividade sem causa ou motivo;
  • inacessibilidade às pessoas;
  • fixação em objetos ou gestos;
  • insensibilidade à dor;
  • automutilação.




2 de Abril - dia mundial da conscientização do autismo

sexta-feira, 1 de abril de 2011

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