A ansiedade que antecede ao momento de criar

* A diminuição súbita (geral) da energia de um sistema e todas as funções que dele dependem;
* O propalado "efeito dominó" e sua condição mais extrema: o colapso;
* A debilidade repentina das ações, adinamia de ritmo, queda do poder e forças, um momento ômega.

Scribere
Faço dos sinais gráficos, que conheço, os meus representantes. Desembaraçando os caracteres, leio-os, de viva voz. Minha expressão é redigida em linhas incompletas de palavras. A composição de letras dirigidas para registrar meu sonho literário. Escrevo, porque amo.


LuhanaSP

domingo, 30 de janeiro de 2011

Foi um sonho?

Tem som de estalo.
Ouço passos na calçada,
O salto alto no assoalho
Risca o degrau da escada.

Um caminhante apressado
Que passa pelo corredor,
Não pode ficar parado,
Pois, teme morrer de amor.

Alcança a porta da sala,
Mas, a ansiedade aperta,
O coração que não pára
E deixa a boca aberta.

Em menos de um segundo,
Aguarda a surpresa desfecho.
Toda a alegria do mundo,
Agora terá seu começo.

Ferindo o enredo do sonho,
Inevitável é esta ação,
Na justa hora, suponho,
Da derradeira emoção.

O "bip" do despertador,
Com alarde interrompeu,
Um momento encantador,
Sem despedir de Morfeu.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Astrologia - não existe novo signo

A astrologia não é ciência, mas pretende predizer o futuro por meio da leitura dos astros. Faz medições subjetivas e estabelece um padrão de influência entre os comportamentos humanos e fenômenos da natureza, consequentes da movimentação dos astros.

"Cada um no seu quadrado". Por que o astrônomo norte americano, Parke Kundle, tenta difundir a idéia de que os signos do Zodíaco, estabelecidos desde a Antiguidade, não estão classificados corretamente? Pior, defende uma nova organização dos signos, alegando a interferência de uma 13º constelação. Talvez, ele seja o Mário Jorge Lobo Zagallo da Astronomia - isso explicaria tudo - a tese fundamentar-se-ia na obsessão pelo número "13".

O artigo publicado no jornal "Minneapolis Star Tribune", diz que os antigos astrônomos da Babilônia determinaram os signos astrológicos pela posição do Sol em relação a uma determinada constelação no dia do nascimento do indivíduo. Tal aconteceu há mais de dois mil anos, e que a força gravitacional da Lua, observado o decurso de tempo, fez a Terra oscilar no seu eixo, criando um salto de um mês no alinhamento das estrelas. Pode? Além disso, afirmou existir um 13º signo, entre Escorpião e Sagitário, fazendo referência à constelação Ophiuchus.

Eu fico com a pureza da resposta dos antigos babilônicos: são 12 signos! Afinal, eles sabiam desta constelação e codificaram a astrologia, tal qual conhecemos (Ok, não conhecemos. Mas, sabemos a correspondência entre o nosso aniversário e o signo equivalente... Ok, alguns sabem).

Astrologia não é para ser high-tech, é um legado da história da humanidade e está mais afeto aos significados de tradição e relíquia do que outros. Pronto, desabafei!
Sou regida pelo signo de Leão e sempre serei (pelo menos, nesta encarnação).

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

TUDO

Ver.......................................................................................Ouvir.......................................................................................Falar.......................................................................................Sentir.......................................................................................Querer.......................................................................................Sonhar.....................................................................................Saber.......................................................................................Cantar.......................................................................................Correr.......................................................................................Pensar...

Viver, tudo, é, POESIA!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Lágrimas

Rio, Rio, Rio,
Por que choro?
As águas lavaram as montanhas
E cobriram de lama as pessoas.
Lágrimas inundaram os olhos,
Afogando no peito a agonia
Do grito soterrado pela dor.
Um suspiro de esperança
Sobreviveu à luz do dia.
A vida continua,
Rio.




Sentimento de pesar, imensa tristeza causada por dor desproporcional. De repente sua alma se veste de chumbo e o peso dos olhos transborda em lágrimas.

Estamos de LUTO, a mácula desta calamidade transfigurou nosso estado mais risonho.

É preciso confiar que depois da tempestade vem a bonança.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Gato e Rato


As abruptas mudanças dos comportamentos humanos e de suas instituições, criaram precipícios, no processo educacional, para as novas gerações.

São constantes as dificuldades de realização e adaptação das próprias expectativas à realidade circundante.

A busca pela criatividade esbarra na massificação e preparação de pessoas previsíveis. O influxo dos acontecimentos dificulta o ato, ou efeito, de viver plenamente.

Contrariando as prerrogativas de uma sociedade que almeja o sucesso e precisa de pessoas colaborativas, aptas ao trabalho em equipe, as escolas do individualismo e da competição pessoal, continuam sendo correntes majoritárias.

A educação para a vida em sociedade deve abranger o exercício do respeito às diferenças e a colaboração mútua. O entendimento e a complexidade das escolhas e suas consequências, produzindo e reproduzindo comportamentos futuros.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Tragédia



Quando a arte é ultrajada pela realidade cruel e impassível, assistimos o drama inspirado pelo terror e piedade.

Os últimos acontecimentos na região serrana do Rio de Janeiro trouxeram um novo significado para as palavras: triste, funesto e catastrófico.

Não é a clássica tragédia grega, cuja finalidade do espetáculo é causar a catarse, a purgação, através das emoções, em que as dilacerações do herói trágico, sensibilizam a platéia e produzem uma profunda compaixão.

As montanhas derramadas, misturaram sangue e dor. E é tudo real, é a vida real.

As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto foram as mais afetadas. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados. Equipes de resgate operam com imensa dificuldade, o acesso é precário. Muitas pessoas morreram.