A ansiedade que antecede ao momento de criar

* A diminuição súbita (geral) da energia de um sistema e todas as funções que dele dependem;
* O propalado "efeito dominó" e sua condição mais extrema: o colapso;
* A debilidade repentina das ações, adinamia de ritmo, queda do poder e forças, um momento ômega.

Scribere
Faço dos sinais gráficos, que conheço, os meus representantes. Desembaraçando os caracteres, leio-os, de viva voz. Minha expressão é redigida em linhas incompletas de palavras. A composição de letras dirigidas para registrar meu sonho literário. Escrevo, porque amo.


LuhanaSP

terça-feira, 29 de março de 2011

Uma valsa: Parkinson

Passos tímidos explorando uma nova condição,
Não é possível paralisar a marcha,
A vida nos empurra em qualquer direção.

Passos fortes suportam mais penitência

E ensaiam novos passos de dança.
A coreografia é a guerra da existência!

Diante de uma platéia familiar,

Recomeçando, passo à passo,
O bailarino precisa se arriscar.

Mas, viver não é pecar,

Passos mudam de direção,
Descortinam sem pudores: PK.


video

Ouçam: a valsa das flores (Tchaikovsky)

terça-feira, 22 de março de 2011

O nascimento da poesia


Imagem: "Sunrise by the Ocean" - de Vladmir Kush
Fonte:
http://obviousmag.org/archives/2007/09/vladimir_kush_s.html



Ao nascer, concretiza-se a geração. É o surgimento, um começo rascunho, que se faz arte e reformula e reinventa, experimenta sem querer o final. A pretensão original: ser o princípio do porvir. A procedência dos sentidos que aparecem instantâneos, institintivos e inatos.

A concepção produzida, realizada e parida e, por isso mesmo, cheia de expectativa a criar e conduzir. O ponto de convergência e também de expansão.

O processo de encolhimento, que a retração prepara, comprime todas as coisas que se deseja integrar. A fusão de sentimentos combinados às palavras, dilatam o momento e expõem a intenção. Neste trabalho de parto deixamos vir ao Sol. A atividade interna é intensa e revela traços do ser, na qual atua.

A recém-nascida poesia precisa ser carregada no colo e abraçada, nos primeiros minutos de vida, para ter forças e seguir com seus tíbios passos, ou, rompantes velocistas.

#POESIA #POESIA #POESIA

domingo, 13 de março de 2011

Conectividade integral

imagem:
http://bebidaliberada.com.br/humor-liberado/i-phone-you-tube/

A nova onda de conectividade entre os meios de comunicação está substituindo a mídia tradicional e demarcando outros limites para o termo "on-line".

Estamos vivendo uma revolução, diante do crescimento progressivo da interatividade entre as próprias redes sociais, sites e BLOGs e a necessidade da resposta para suprir interesses imediatos. Conectar-se, acessar, interagir em tempo real (on-line).

Uma notícia divulgada no twitter, contendo algum tipo de “BUZZ” é capaz de gerar uma reação em cadeia, de velocidade imprescionante no próprio twitter, com repercussão em toda a rede. Os
Trending Topics, ou simplesmente TT's, listam os assuntos mais reproduzidos em determinado momento. A lista de temas do momento possui classificação geográfica, e é possível escolher um país ou cidade, ou até o mundo todo. Em tempo real, tudo sobre "aquele assunto" surge na timeline... vertiginosamente.

A conectividade traz como efeito mais visível os desdobramentos da reprodução, réplicas ou controvérsias de um mesmo conteúdo para as várias Redes Sociais e extravasam para outros meios de comunicação, sem fronteiras (A TIM poderia me patrocinar, por este fechamento de parágrafo, né?)!

A popularidade do You Tube transformou a cantora Susan Boyle em um fenômeno mundial, seu vídeo foi visto mais de 100 milhões de vezes. Propagação instantânea.

Conectar-se será tão importante quanto falar e comunicar.

sábado, 12 de março de 2011

Enigma


Qual a ligação entre a aspiração das lagartas e o sonho de Ícaro?

Para que serve a imaginação?!

sexta-feira, 11 de março de 2011

O nome das coisas

Por que cada coisa tem seu defenido "nome"?
Qual nome você teria, se lhe fosse outorgado este poder? Mudar, escolher?!
A palavra que designa, define e distingue uma coisa das outras.
No meu jardim de infância retórico faço elucubrações nada originais, que remontam discussões filosóficas de Platão a Michel Foucault, sobre a relação entre o nome e ao que ele se refere.
Como as coisas que conhecemos passaram a ter esses nomes? E que importância isso tem?
Tradução de impressões, junções e adaptações... não podemos esquecer o contexto.
Substantivos por designar a substância, ou adjetivos descritivos de qualidades. Nomes e suas possibilidades.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Quarta-feira de cinzas

Marcha De Quarta-Feira De Cinzas
Composição: Vinicius de Moraes / Carlos Lyra

Acabou nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas foi o que restou

Pelas ruas o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri
Se beija e se abraça
E sai caminhando
Dançando e cantando cantigas de amor

E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade

A tristeza que a gente tem
Qualquer dia vai se acabar
Todos vão sorrir
Voltou a esperança
É o povo que dança
Contente da vida, feliz a cantar
Porque são tantas coisas azuis
E há tão grandes promessas de luz
Tanto amor para amar de que a gente nem sabe

Quem me dera viver pra ver
E brincar outros carnavais
Com a beleza dos velhos carnavais
Que marchas tão lindas
E o povo cantando seu canto de paz
Seu canto de paz

http://www.youtube.com/watch?v=aW63eDQDcU0&feature=player_embedded

segunda-feira, 7 de março de 2011

É carnaval!



Contam que o carnaval, conhecido no Brasil de hoje, surgiu nas tradicionais celebrações portuguesas do Entrudo. Um festim rico em detalhes e brincadeiras com a finalidade de "pregar peças" nos outros.
Um dos momentos singulares do Entrudo era a leitura pública das "deixadas" - discursos construídos com piadas jocosas e irônicas, preparadas em segredo (como os trotes aos calouros nas faculdades). Para manter a identidade dos brincalhões em sigilo e evitar a desforra, estes se apresentavam mascarados.

A festa também tinha espaço reservado para desfiles, concursos de máscaras (feitas em madeira pelos artesãos locais) e a queima de bonecos cheios de pólvora - ato da terça-feira, último dia - desfecho com queima de fogos.
Uma lenda pagã sobre demônios mascarados que surpreendiam moças, dançando com elas de forma erótica, fazendo bater nas ancas de suas vítimas um chocalho trazido pendurado à cintura, fez surgir a figura das "Matrafonas" - mulheres travestidas de homens e vice-versa, para fugir à investida destes demônios, ou simplesmente criar a confusão.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Meu amigo Pedro


Composição: Raul Seixas / Paulo Coelho

Muitas vezes, Pedro, você fala
Sempre a se queixar da solidão
Quem te fez com ferro, fez com fogo, Pedro
É pena que você não sabe não


Vai pro seu trabalho todo dia
Sem saber se é bom ou se é ruim
Quando quer chorar vai ao banheiro
Pedro as coisas não são bem assim


Toda vez que eu sinto o paraíso
Ou me queimo torto no inferno
Eu penso em você meu pobre amigo
Que só usa sempre o mesmo terno


Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou


Tente me ensinar das tuas coisas
Que a vida é séria, e a guerra é dura
Mas se não puder, cale essa boca, Pedro
E deixa eu viver minha loucura


Lembro, Pedro, aqueles velhos dias
Quando os dois pensavam sobre o mundo
Hoje eu te chamo de careta, Pedro
E você me chama vagabundo


Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou


Todos os caminhos são iguais
O que leva à glória ou à perdição
Há tantos caminhos tantas portas
Mas somente um tem coração


E eu não tenho nada a te dizer
Mas não me critique como eu sou
Cada um de nós é um universo, Pedro
Onde você vai eu também vou


Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou

É que tudo acaba onde começou