A ansiedade que antecede ao momento de criar

* A diminuição súbita (geral) da energia de um sistema e todas as funções que dele dependem;
* O propalado "efeito dominó" e sua condição mais extrema: o colapso;
* A debilidade repentina das ações, adinamia de ritmo, queda do poder e forças, um momento ômega.

Scribere
Faço dos sinais gráficos, que conheço, os meus representantes. Desembaraçando os caracteres, leio-os, de viva voz. Minha expressão é redigida em linhas incompletas de palavras. A composição de letras dirigidas para registrar meu sonho literário. Escrevo, porque amo.


LuhanaSP

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Brincando com um pêndulo


As idas e vindas da própria trajetória, ou uma despretensiosa análise sobre o curso do tempo - o passar dos dias no calendário - nos faz deduzir sob a luz da razão, que "as verdades dos observadores são sempre relativas aos seus próprios referenciais."

Diante de qualquer referencial, estaremos sempre em movimento, pois, nos encontramos em uma determinada galáxia e todas elas adquiriram velocidade de expansão, desde suas origens, a partir da grande explosão inicial. Por isso estamos em constante MOVIMENTO, acelerado ou não, rítmico, uniforme, intenso...

Defina suas prioridades e movimente-se em direção dos seus objetivos, neste vasto universo de surpresas e possibilidades.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Prêmio Cataratas de Contos e Poesias 2010





A lista dos Vencedores do "Prêmio Cataratas" de Contos e Poesias em 2010, foi divulgada recentemente e está à disposição no site da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu. O novo regulamento publicado e também disponível no site, informa que as inscrições estarão abertas a partir de 01 de julho até 30 de novembro de 2011.

Participei em 2010, com o poema "Afetividade".
Hoje, após lê-lo, tive outra impressão. Achei-o pueril, em demasia. Com isso, não quero dizer que me decepcionei, mas, não superestimo a sua beleza poética. A ternura me basta.


Afetividade

Os olhos da alma enxergam através das cortinas fechadas,
Vislumbram a essência guardada nos potes de mel.
O doce das palavras ternas e eternizadas,
De meigos amigos caídos do céu.

Como anjos recém-chegados dão guarda e proteção,
Compartilham os momentos perdidos pelo caminho.
Tropeços que desabafam os fardos da compreensão,
Reforçando laços sobrecarregados de carinho.

Viajantes do tempo vindos de algum lugar,
Permeiam a vivência entre chegada e partida.
Presentes revisitados, que sempre estiveram lá,
Regressos de um "déjà vu" sem despedida.

O encontro de ontem já foi suficiente.
A pessoa incomum passou a ser especial.
Confiança plantada em presença permanente
E os muitos motivos de um abraço fraternal.

terça-feira, 17 de maio de 2011

La poesia

Demostrar por los ojos de risa, antes de tu amor.
Mantenga sus labios la palabra para captar la mirada.
Asegúrese de decirle cuando el corazón dicta el ritmo
Y besos causar los mejores abrazos.

domingo, 15 de maio de 2011

Insone

Insone insano
Momento sem janela
Não deixa olhar em volta
O sonho em construção
Medo do futuro tirano
Borrões em aquarela
Prisioneiro e escolta
Apertaram as mãos
Obstruído por hesitar
Esvaziou-se de sentido
Derramou lágrimas
Inerte e impassível
Não sabe mais voar
Quedou-se agredido
Mutiladas as asas
Deseja o impossível

quinta-feira, 5 de maio de 2011

De pernas para o ar





O seu mundo parece revirado,
E todas coisas fora do lugar?
Acreditando que a vida esteja
De pernas para o ar,
É o momento certo:
- Dê uma cambalhota.


quarta-feira, 4 de maio de 2011

MARIA

Maria, Maria...
Ia ao mar,
Lançava-se ao ar,
Corria.
Menina má,
Ria!
Diante dos erros,
O que fazer?
Ela, já sabia.
Ária,
Refletida no espelho,
É primazia.

domingo, 1 de maio de 2011

Dia do trabalho

Vamos comemorar?
Trabalhadores do Brasil, uni-vos!
A História não registra todos os nomes e feitos, mas hoje é o dia dos anônimos. A sétima economia do mundo (PIB - Brasil - http://migre.me/4puTV) precisa de muitos braços e pernas, mentes e idéias produtivas.
O site da Receita Federal está contabilizando, neste final de semana festivo, a arrecadação, que deve ser mais um novo recorde. Declarar o IRPF é uma obrigação - dever legal.(www.receita.fazenda.gov.br/PessoaFisica/IRPF/2011/Default.htm)
Para cada dever um direito, para cada direito um dever. A equalização é um bom caminho.

Vamos construir um país melhor, mais justo, solidário, democrático e com "carteira assinada"?!
A luta pelos direitos não se extingue com as conquistas, é preciso seguir em frente - em busca de trabalho e justiça social.


Morte e vida severina
João Cabral de Melo Neto

— O meu nome é Severino,
como não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias.
Mas isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.
Como então dizer quem fala
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino
da Maria do Zacarias,
lá da serra da Costela,
limites da Paraíba.
Mas isso ainda diz pouco:
se ao menos mais cinco havia
com nome de Severino
filhos de tantas Marias
mulheres de outros tantos,
já finados, Zacarias,
vivendo na mesma serra
magra e ossuda em que eu vivia.
Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas,
e iguais também porque o sangue
que usamos tem pouca tinta.
E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte,
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida).
Somos muitos Severinos
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima,
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,
a de querer arrancar
algum roçado da cinza.
Mas, para que me conheçam
melhor Vossas Senhorias
e melhor possam seguir
a história de minha vida,
passo a ser o Severino
que em vossa presença emigra.