A ansiedade que antecede ao momento de criar

* A diminuição súbita (geral) da energia de um sistema e todas as funções que dele dependem;
* O propalado "efeito dominó" e sua condição mais extrema: o colapso;
* A debilidade repentina das ações, adinamia de ritmo, queda do poder e forças, um momento ômega.

Scribere
Faço dos sinais gráficos, que conheço, os meus representantes. Desembaraçando os caracteres, leio-os, de viva voz. Minha expressão é redigida em linhas incompletas de palavras. A composição de letras dirigidas para registrar meu sonho literário. Escrevo, porque amo.


LuhanaSP

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Caixa de ferramentas





O martelo, a bigorna e o estribo,
Na cabeça realizam um plano,
Vários sonhos em construção...

O arquiteto será ouvido?
Se a sorte não entrar pelo cano,
Depois de tanta demolição.
Cálculos corretos, duvido!?
A obra durará mais de um ano,

Melhor não pensar em ampliação.

sábado, 25 de junho de 2011

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Toda ilusão será perdoada





Engano dos sentidos: erro de interpretação.
Somos prisioneiros do olhos? - Não!
Na procura da solução, temos a mágica,
Diante deste fato, não ignore a sensação.
Pois, o que dura pouco, na prática,
Poderá provocar a melhor emoção.

Lágrimas e risos da comédia trágica,
Óptica e mera ilusão.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Achados & Perdidos


Promessas de Ano Novo?
Dietas que começam na segunda-feira!
Planos perfeitos que nunca saem do papel.
Reforma interior versus antigos hábitos.
Que tal, começar a terapia?!
Promessas quebradas...
Idéias para melhorar a casa, a rotina, a vida.
E aquela viagem?
O roteiro almejado, acalentado e muito, muito desejado.
Férias!!!
E o encontro com o próprio "eu", quando será?
Desta vez, tudo será diferente... né?

sábado, 18 de junho de 2011

A tradução da arte

Traduzir-se

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?

Este poema é do genial Ferreira Gullar -
Na Vertigem do Dia (1975-1980)

sábado, 11 de junho de 2011

Lágrimas de chuva


Olhos nublados do muito tempo que se passou... E as nuvens acumularam-se no peito. Aquela sensação de obstáculo, quando o ar não consegue fluir e a falta dele oprime os pulmões. É a condensação sentimental - o ar passa a gotejar.
A garganta embalada para presente, ostenta um grande laço estruturado, armado, amarrado com um nó central. O incômodo clássico da roupa nova do rei - que ninguém vê.
Chora! Todas as águas correm para o mar.

domingo, 5 de junho de 2011

Deleite e traição

O ócio apaixonante das horas vazias, esquecido da pressa, se demora.
É um fim de tarde preguiçoso, dentro do seu mundo - Aconchego.
Lá fora tudo passa: as pessoas, o tempo, afazeres que não são seus.
O doce deleite do olhar repousado sobre o nada, pura contemplação...
Estado letárgico e sonolento, desprogramado para agir.
Foi-se o "animus movendi", deitou-se o ímpeto.
A crônica da derrota anunciada paira sobre as nossas cabeças,
E mesmo não sendo uma surpresa,
Todo domingo é traído pela segunda-feira.