A ansiedade que antecede ao momento de criar

* A diminuição súbita (geral) da energia de um sistema e todas as funções que dele dependem;
* O propalado "efeito dominó" e sua condição mais extrema: o colapso;
* A debilidade repentina das ações, adinamia de ritmo, queda do poder e forças, um momento ômega.

Scribere
Faço dos sinais gráficos, que conheço, os meus representantes. Desembaraçando os caracteres, leio-os, de viva voz. Minha expressão é redigida em linhas incompletas de palavras. A composição de letras dirigidas para registrar meu sonho literário. Escrevo, porque amo.


LuhanaSP

sábado, 31 de dezembro de 2011

Acreditar

O início da construção de uma verdade se dá quando você acredita. Uma sentença, palavra, ou ideia, ganham vida e passam a ser descortinadas a partir deste conceito.
Acreditar mobiliza a sua atenção e confere confiança, incentivando o "segundo passo". Qual é o momento em que algo deixa de ser estéril e tornar-se digno da sua estima e afeição?
Aquilo que é ou existe iniludivelmente - Verdade?!
Seguir em frente com suas escolhas depende da conformidade entre os seus propósitos e as situações que se apresentam à sua frente - uma concepção de realidade. 
Acreditar na sinceridade é crer em um axioma, a boa-fé que se sente ou se pensa existir é feita de matéria humana e subjetiva e não serve como defensivo contra a ilusão. 
Acreditar é dar e transmitir credibilidade, uma vontade primária de encontrar e saber a verdade.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Sentimos

Falamos quando sentimos
Pensamos...
Sentimos o que falamos
Pensamos no que sentimos
Falamos!
Pensamos sobre o que falamos
Sentimos?
Falamos o que pensamos sentir
Pensamos antes falar
Falamos?
Sentimos o que pensamos
Falamos do que sentimos
Sabemos pensar?
Sentimos sem falar...
Falamos enquanto pensamos
Apenas pensamos
Falamos sem pensar 
Sentimos!






quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Quando se condena a juventude - Diálogo entre pais e filhos

É difícil tentar convencer um pai, ou, uma mãe, que não se deve preocupar em excesso. Não é possível medir o excesso quando se quer proteger um dos maiores bens - a prole, a continuidade da própria existência.
A manifestação do sentimento inato, que se realiza desde a gestação e todas as suas etapas; o parto; o choro; a primeira respiração. Os pais passam a ser os responsáveis zeladores destas novas vidas, que na fase mais primária e infantil se confunde com as suas próprias.
Libertar-se da ideia do guardião e abrir a porta da gaiola, deixando voar o pássaro raro - ameaçado de extinção - contradiz e oprime o coração de quem deseja "livrar de todo o mal". Mas, um pássaro preso perde a beleza do vôo e a alegria do canto livre.
Condenar a juventude sob o pretexto da proteção, podar os comportamentos e arroubos juvenis, nos moldes da maturidade imposta pelas experiências alheias, não produz o efeito desejado. Acelerar o processo de libertação da borboleta, quando o casulo se torna um suplício angustiante, não fortalece suas asas. Encapsular a larva é ainda mais cruel, porque ela não irá se debater, nem sofrerá com a perda do espaço e nunca será uma borboleta.
Alguns pais amam tanto os seus filhos, que querem poupá-los de tudo: problemas, perigos, medos e sofrimentos. Em situações complexas se propõem a assumir o controle e guiá-los no caminho, considerado por eles, o melhor - os pais querem o melhor para os seus filhos. E os filhos desejam, como desejaram seus pais, em suas juventudes, a liberdade de escolha.