A ansiedade que antecede ao momento de criar

* A diminuição súbita (geral) da energia de um sistema e todas as funções que dele dependem;
* O propalado "efeito dominó" e sua condição mais extrema: o colapso;
* A debilidade repentina das ações, adinamia de ritmo, queda do poder e forças, um momento ômega.

Scribere
Faço dos sinais gráficos, que conheço, os meus representantes. Desembaraçando os caracteres, leio-os, de viva voz. Minha expressão é redigida em linhas incompletas de palavras. A composição de letras dirigidas para registrar meu sonho literário. Escrevo, porque amo.


LuhanaSP

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Maternidade
















Vida e confusão temática
Argumentos em profusão
As pistas assinaladas
São etapas da investigação
Procuram apelativas
Certos indícios probatórios
Determinando o momento
Que a curiosidade arguiu:

Quem foi a pauta que me pariu?

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

( IN ) PERFEITO

Diferencial mercadológico:
Imperfeições
O projeto sai da fábrica
Pronto
Para as múltiplas adaptações.













André Sztutman - obras selecionadas

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Caça-palavras

NADA TENHO A DIZER
POIS NÃO SÃO MINHAS
AS PALAVRAS
PAUSA, SILÊNCIO...
PALAVRAS DÃO ALENTO
E QUANDO SOMEM
CALAM O SENTIMENTO

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O som do inferno

Cubos de gelo 
Tilintando
Em copo de vidro
Uma repetição
Indesejada
Continuação replicada
E sem fim
TI-LIM-TI-LIM
Hora do brinde:
Vamos acabar logo
Com isso
TIM-TIM!


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

terça-feira, 18 de setembro de 2012

DIA MUNDIAL SEM CARRO





A história do Dia Mundial Sem Carro – DMSC começou na França, em 22 de setembro de 1997. Em 2000, a União Européia instituiu a Jornada Internacional “Na Cidade, sem meu Carro”, reunindo 760 cidades. No ano seguinte foram 1683 cidades participantes. Encorajados pelo êxito da iniciativa do Dia Europeu sem Carro, a comissão organizadora lançou, em 2002, a Semana Européia da Mobilidade.
No Brasil a iniciativa começou em 2001, envolvendo 11 cidades: Porto Alegre, Caxias do Sul e Pelotas (RS); Piracicaba (SP); Vitória (ES); Belém (PA); Cuiabá (MT), Goiânia (GO); Belo Horizonte (MG); Joinville (SC); São Luís (MA). Em São Paulo, a iniciativa é realizada desde 2005.
Em 2010, foi idealizada a realização de uma semana de ações de mobilização e conscientização sobre os impactos da falta de mobilidade. A agenda proposta é que a semana comece no dia 16 de setembro e tenha um grande encerramento no dia 22 de setembro, o Dia Mundial Sem Carro.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Mitomania

Quem constrói, ou construiu, um mito positivo "deita e rola" em cima dos outros.
Muitas humanidades, cheias de pretensão.
Quem não constrói, se ferra!
Sob o julgo das divindades humanóides.



segunda-feira, 30 de julho de 2012

Filosofando com Raul

Não sei onde estou indo
Mas sei que estou no meu caminho
Enquanto você me critica,
Estou no meu caminho
Eu sou o que sou,
Porque vivo à minha maneira
Só sei que eu sinto
Que foi sempre assim
Minha vida inteira
Eu sei...

Trecho: No Fundo do Quintal Da Escola - Raul Seixas

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Os sonhos são passaportes para a realidade?




Sonho que se sonha só, não é "apenas" um sonho. Pode ser o seu sonho e talvez ninguém mais sonhe igual, por isso mesmo, deve ser defendido pela única, ou primeira pessoa, que o cogitou (em sonho).

Um sonho é um encontro consigo mesmo.

domingo, 24 de junho de 2012

A Sociedade do Espetáculo

A base da teoria crítica proposta por Guy Debord é a constatação do domínio cotidiano da forma-mercadoria e de que a alienação é mais do que uma descrição de emoções ou um aspecto psicológico individual. Mas, uma conseqüência do modo capitalista de organização social que assume novas formas e conteúdos em seu processo de separação e reificação da vida humana. Uma repetição de padrões e da luta de classes, o espetáculo é uma forma de dominação da burguesia sobre o proletariado e do espetáculo, sua lógica e sua história, sobre todos os membros da sociedade.

O conceito debordiano de "espetáculo", no que diz respeito às transformações da aparência do sistema capitalista debate o momento e comportamento da economia - em que a mercadoria teria atingido a "ocupação total da vida cotidiana".

Debord acredita que algumas estratégias buscam resistir à alienação através da supressão ou derivação da realidade espetacular, destruindo os valores burgueses tal como a submissão ao mundo do trabalho, o teórico buscou  explicar "as aparências desta aparência organizada socialmente".

Aparência e aparição, divididos e juntos.

 

“Industrial Painting” by Giuseppe Pinot-Gallizio


 



 

domingo, 10 de junho de 2012

Rio+20

A lembrança de um marco histórico: há vinte anos o Brasil e o Rio de Janeiro sediavam a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92). Quando na tenra infância, muitos de nós, começávamos a discutir o conceito de ecologia e rascunhar teses sobre sustentabilidade.

A proposta brasileira de sediar a Rio+20 foi aprovada pela Assembléia-Geral das Nações Unidas, em sua 64ª Sessão, no ano de 2009. O objetivo da Conferência é encontrar caminhos viáveis e assumir compromissos para um desenvolvimento mundial sustentável, por meio da avaliação do progresso pelas principais cúpulas sobre o assunto.

Presente,


        

     Rio20



 Passado
 E as tentativas de traçar um melhor rumo para o futuro.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Mais louco é quem me diz que não é feliz

Tocando em frente
(Almir Sater)

Ando devagar porque já tive pressa,
E levo esse sorriso, porque já chorei demais,
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe,
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei,
Ou nada sei. Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs.
É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir.

Penso que cumprir a vida, seja simplesmente
Compreender a marcha, ir tocando em frente,

Como um velho boiadeiro, levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu vou,
Estrada eu sou. Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maças,
É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir.

Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora.

Cada um de nós compõe a sua história, cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz, e ser feliz.
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maças,
É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir.

Ando devagar porque já tive pressa,
E levo esse sorriso, porque já chorei de mais,
Cada um de nós compõe a sua história, cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz, e ser feliz.


 

domingo, 13 de maio de 2012

De perto ninguém é normal

Proposituras e reflexões:

- Alguém aí sabe me dizer, por que nos preocupamos tanto com os "defeitos" dos outros?

Sob o escudo auspicioso das justificativas moralmente aceitas, dissertamos: a preocupação é trazida à baila, bons propósitos e intenções, também. Alegamos sentimentos nobres, mas... se alegamos (de que servem)!?
Sabemos o que não está certo (para a vida do outro), sabemos o que é melhor (que o outro faça por ele) para nós.
Julgamos. Sim, julgamos muito. É mais prático, mais simples e fácil de resolver.
É tão engraçado, porque o mesmo exercício não é aplicado aos nossos problemas pessoais, neste caso, avolumam-se as atenuantes. E, mais uma vez, na apuração dos fatos, surge um culpado (quem sabe, um algoz): o "outro".
Mesmo achando que conhecemos e compreendemos os reais motivos e circunstâncias que fizeram com que "tal pessoa" agisse deste ou daquele jeito, é impossível lhe sondar as razões mais íntimas. 
Sabemos, queremos, pretendemos... e, o pior, só aceitamos que o coitado do "outro" aja, exatamente, como?
Como assim? 
Não existe opção, não existe alternativa.
Não é sequer, como nós agiríamos se estivéssemos naquela situação, local, condição... em consequências dos fatos reais, vividos e sabidos. É só, e apenas, como eu quero. 
Eu quero que o "outro" seja assim.
Eu quero que o "outro" faça isso.
É a minha vontade - alheia e diversa, que deve ser encarada como a mais correta, justa e aceitável.
Alguém pode explicar isso?

Eu aprendi que o caminho do equilíbrio passava pela idéia de saber "se colocar no lugar do outro".
Descobri que o outro é o outro e só, único. Individual, livre e independente de qualquer ente. Não é possível pensar como você agiria no lugar de "tal" pessoa, você agiria  sob o seu ponto de partida e experiências.

O melhor caminho é o respeito, estabelecê-lo como premissa incorruptível para todas as inferências e encontrar a compreensão como um desdobramento.





terça-feira, 1 de maio de 2012

Memória seletiva




Quem já viveu um transbordamento cognitivo?
Memórias reunidas podem ser acessadas imediatamente.
Catálogos de impressões... vivências.
Lembranças e traços de recordações.
Dispositivos de busca muito sofisticados, mas a fonte de alimentação é emocional.
É complicado estabilizar uma energia tão instável.

domingo, 29 de abril de 2012

Vida em movimento

Marcadores do tempo em transição
Cronologia biológica acelerada
As linhas e rugas de expressão
Tinta de caneta e página amarelada
Contam uma estória vivida
Das noites que não dormiu
Experiências da própria vida
Exposição ao Sol sem proteção
Sem chapéu ou bloqueador
Saiu olhando o céu e sorriu
Deixou gravado no semblante
A marca que é constante
Viveu quando e como sentiu.





quarta-feira, 18 de abril de 2012

Ensaios da existência cotidiana

Vivendo os dias que temos, ou aqueles que já gastamos, chegamos a uma conclusão possível: de que a poesia é uma das experiências estéticas mais emocionantes da existência humana. É a demonstração das revoluções sucessivas provocadas pelos sentimentos. Em um único dia, dentro de um singelo copo d’água, armam-se tempestades colossais. Depois, nasce o Sol e desaparecem os raios e trovões. E tudo o que era úmido volta a secar. E as gotas d’água congregam, convergem e reencontram os oceanos.
O que desperta a humanidade essencial dentro de nós mesmos, é perceber a vida em suas nuances mágicas, não o viver por viver, mas o sentido deste exercício, o motivo poético do existir. A busca por uma verdade eclodida pela criatividade de todas as manifestações do ser, conhecer e sentir. Nenhum outro ser vivo faz poesia, e só porque fazemos poesia é que impregnamos as palavras, apropriamo-nos delas na transformação da matéria viva. E essa matéria que não é palavra passa a ser retratada e vislumbrada de maneira inédita. Uma luz é lançada sobre todas as coisas até o horizonte de um olhar.
A poética modifica a realidade e a realidade é uma descoberta constante – obra aberta, sem rascunho ou roteiro – vai acontecendo enquanto vivemos. Mesmo sendo impossível viver tudo, estar em todos os lugares, conhecer, tocar e registrar na memória todos os momentos em que os sentimentos passam a protagonizar a cena, dia, hora, ou átimo.
A palavra é uma ferramenta para aproveitar as etapas da experiência, sem os reducionismos do poético-artístico, ou superficiais classificações formais: gêneros e modalidades. É um instinto que se projeta e fala pelo corpo e pela consciência.
A poesia não pode estar presa à forma e ao conteúdo, se antes a realidade no que lhe é própria não se manifestou. Porta e janela abertas para o “eu” e para o mundo, onde a rima não é uma condição necessária, mas acontece por delicado capricho em muitas ocasiões.
Sem olvidarmos os conceitos sofísticos e retóricos sobre linguagem e realidade para a compreensão de um sistema de representação, não seria possível transmutar a verdade e encontrá-la dentro dela mesma. A poesia é a catalisadora da revelação da beleza, dentro e fora, desde as células até o universo, mesmo quando originada da ausência dos seus principais atributos, da qualidade do que é belo.


terça-feira, 3 de abril de 2012

Insone

Saudades

De ti e de nós

Saudades a sós

Mas eu estou só

Lembrar o acordar

Mesmo sem dormir

Rever aquele Sol

Bocejando no anil

Braços esticados

Dos primeiros raios

Riscando o escuro

Adeus cor de rosa

E réstias de luz


domingo, 1 de abril de 2012

A POESIA DO UNIVERSO

Eis o Universo:
furor, violência e guerra, com explosões e implosões de astros, choques de galáxias e estrelas que se devoram.






terça-feira, 27 de março de 2012

Precipício

Prece
Quedo-me
Fito
Instante
Mítico
Parto
Distante
Infinito
Fardo
Precipito-me
Crítico
Infarto
Perece

quinta-feira, 22 de março de 2012

Paralisia

Começa com uma pequena privação
E as vontades seguem diminuindo
Labirintos de marasmo e perdição
Confundem-me.
Agora a limitação se faz generalizada
Movimento voluntário do não agir
Por isso fico aqui parada
Sem pretensão, sem razão, sem nada.
Entorpecimento da sensibilidade
Abolição de mim
Sigo esquecendo do que já não lembro
Momento de escrever um novo fim.






domingo, 4 de março de 2012

Nem só de pão vive o homem



Quando a poesia germina
Passamos a saber
Teremos flores, frutos
E nos alimentaremos
Da beleza.

O inesquecível Oswald de Andrade fez um poema, que deveria ornar os pratos levados à mesa:
No Pão de Açúcar
De cada dia
Dai-nos Senhor
A Poesia
De cada dia

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

DOR


Inexóravel realidade que espanca os vãos dos sentimentos;
Fatalidade atroz que rasga a imunidade da lucidez;
Dor - mordaz;
Cada vez que somos abocanhados cerramos os dentes.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Marquise




Armadas as lajes em largos pavilhões 
Vigas austeras suportam a estrutura
Cimento concrentado grandes dimensões
Se erguem pavimentos à média altura 
Na aba frontal a função arquitetônica
É um traço comum da paisagem urbana
Suspensa sobre uma admiração atônita
Como quem debruça para olhar a rua

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Partitura


 
Arte e técnica para combinar os sons e sua execução, demonstração da composição aos olhos de quem desejar lê-la e revê-la exatamente igual, mesmo ostentando um arranjo diferente.
Escritas e letras, traços, sinais, abrançando-se em conjunto:  composições musicais. 
Todas as partes da peça descrevem a harmonia, ainda que antes das primeiras vibrações.
Em cada folha, papel ou pergaminho, idos dos tempos mais clássicos, preservam-se na seção da memória, trechos intactos de uma obra. Páginas e músicas.



quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O brilho de uma chama








A vela deixa de existir
Aos poucos
Alimenta a labareda
Combustão encerra em si
   A matéria incendiada
E a continuidade da luz.

(Para Kelly e todas as almas ceifadas sem compaixão)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ano novo do dragão




Um sopro de esperança é suficiente para refrigerar o coração.
Pode ser em chinês, mandarim, português clássico, tupiniquim... desejar Feliz Ano Novo é desejar vida nova, desejar feliz a felicidade pressentida.
São Jorge nunca quis matar o dragão. Foi tudo uma encenação planejada para a diversão mútua. E assim, se tornaram um símbolo POP.
A irreverência é a arte de não se curvar diante das adversidades.
A Lua é também do dragão - vida longa aos eflúvios comemorativos.
Feliz Ano Novo!




segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Árvore de ideias



Quando uma ideia é semeada
E alcança o solo fértil
Para a ramificação criativa,
Vai, reconditamente, germinando...
Até o surgimento das primeiras raízes.
É preciso fixar a fonte das sugestões
Para que ela se erga, viçosa e verdejante. Depois, o florescer e o frutificar!
A colheita da inspiração depende da vida da floresta.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Poesia

Fragmentos de vida
Cacos de si mesmo
Restos e mananciais
Matéria reciclada
Um pouco de tudo
E nada...
A falta e a abundância


Fazer poesia é uma suscetibilidade que o organismo adquire após a inoculação daquele primeiro verso ou pensamento poético. Seria um vírus? Depois deste momento é impossível parar.