A ansiedade que antecede ao momento de criar

* A diminuição súbita (geral) da energia de um sistema e todas as funções que dele dependem;
* O propalado "efeito dominó" e sua condição mais extrema: o colapso;
* A debilidade repentina das ações, adinamia de ritmo, queda do poder e forças, um momento ômega.

Scribere
Faço dos sinais gráficos, que conheço, os meus representantes. Desembaraçando os caracteres, leio-os, de viva voz. Minha expressão é redigida em linhas incompletas de palavras. A composição de letras dirigidas para registrar meu sonho literário. Escrevo, porque amo.


LuhanaSP

domingo, 29 de abril de 2012

Vida em movimento

Marcadores do tempo em transição
Cronologia biológica acelerada
As linhas e rugas de expressão
Tinta de caneta e página amarelada
Contam uma estória vivida
Das noites que não dormiu
Experiências da própria vida
Exposição ao Sol sem proteção
Sem chapéu ou bloqueador
Saiu olhando o céu e sorriu
Deixou gravado no semblante
A marca que é constante
Viveu quando e como sentiu.





quarta-feira, 18 de abril de 2012

Ensaios da existência cotidiana

Vivendo os dias que temos, ou aqueles que já gastamos, chegamos a uma conclusão possível: de que a poesia é uma das experiências estéticas mais emocionantes da existência humana. É a demonstração das revoluções sucessivas provocadas pelos sentimentos. Em um único dia, dentro de um singelo copo d’água, armam-se tempestades colossais. Depois, nasce o Sol e desaparecem os raios e trovões. E tudo o que era úmido volta a secar. E as gotas d’água congregam, convergem e reencontram os oceanos.
O que desperta a humanidade essencial dentro de nós mesmos, é perceber a vida em suas nuances mágicas, não o viver por viver, mas o sentido deste exercício, o motivo poético do existir. A busca por uma verdade eclodida pela criatividade de todas as manifestações do ser, conhecer e sentir. Nenhum outro ser vivo faz poesia, e só porque fazemos poesia é que impregnamos as palavras, apropriamo-nos delas na transformação da matéria viva. E essa matéria que não é palavra passa a ser retratada e vislumbrada de maneira inédita. Uma luz é lançada sobre todas as coisas até o horizonte de um olhar.
A poética modifica a realidade e a realidade é uma descoberta constante – obra aberta, sem rascunho ou roteiro – vai acontecendo enquanto vivemos. Mesmo sendo impossível viver tudo, estar em todos os lugares, conhecer, tocar e registrar na memória todos os momentos em que os sentimentos passam a protagonizar a cena, dia, hora, ou átimo.
A palavra é uma ferramenta para aproveitar as etapas da experiência, sem os reducionismos do poético-artístico, ou superficiais classificações formais: gêneros e modalidades. É um instinto que se projeta e fala pelo corpo e pela consciência.
A poesia não pode estar presa à forma e ao conteúdo, se antes a realidade no que lhe é própria não se manifestou. Porta e janela abertas para o “eu” e para o mundo, onde a rima não é uma condição necessária, mas acontece por delicado capricho em muitas ocasiões.
Sem olvidarmos os conceitos sofísticos e retóricos sobre linguagem e realidade para a compreensão de um sistema de representação, não seria possível transmutar a verdade e encontrá-la dentro dela mesma. A poesia é a catalisadora da revelação da beleza, dentro e fora, desde as células até o universo, mesmo quando originada da ausência dos seus principais atributos, da qualidade do que é belo.


terça-feira, 3 de abril de 2012

Insone

Saudades

De ti e de nós

Saudades a sós

Mas eu estou só

Lembrar o acordar

Mesmo sem dormir

Rever aquele Sol

Bocejando no anil

Braços esticados

Dos primeiros raios

Riscando o escuro

Adeus cor de rosa

E réstias de luz


domingo, 1 de abril de 2012

A POESIA DO UNIVERSO

Eis o Universo:
furor, violência e guerra, com explosões e implosões de astros, choques de galáxias e estrelas que se devoram.