A ansiedade que antecede ao momento de criar

* A diminuição súbita (geral) da energia de um sistema e todas as funções que dele dependem;
* O propalado "efeito dominó" e sua condição mais extrema: o colapso;
* A debilidade repentina das ações, adinamia de ritmo, queda do poder e forças, um momento ômega.

Scribere
Faço dos sinais gráficos, que conheço, os meus representantes. Desembaraçando os caracteres, leio-os, de viva voz. Minha expressão é redigida em linhas incompletas de palavras. A composição de letras dirigidas para registrar meu sonho literário. Escrevo, porque amo.


LuhanaSP

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Mais louco é quem me diz que não é feliz

Tocando em frente
(Almir Sater)

Ando devagar porque já tive pressa,
E levo esse sorriso, porque já chorei demais,
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe,
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei,
Ou nada sei. Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs.
É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir.

Penso que cumprir a vida, seja simplesmente
Compreender a marcha, ir tocando em frente,

Como um velho boiadeiro, levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu vou,
Estrada eu sou. Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maças,
É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir.

Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora.

Cada um de nós compõe a sua história, cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz, e ser feliz.
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maças,
É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir.

Ando devagar porque já tive pressa,
E levo esse sorriso, porque já chorei de mais,
Cada um de nós compõe a sua história, cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz, e ser feliz.


 

domingo, 13 de maio de 2012

De perto ninguém é normal

Proposituras e reflexões:

- Alguém aí sabe me dizer, por que nos preocupamos tanto com os "defeitos" dos outros?

Sob o escudo auspicioso das justificativas moralmente aceitas, dissertamos: a preocupação é trazida à baila, bons propósitos e intenções, também. Alegamos sentimentos nobres, mas... se alegamos (de que servem)!?
Sabemos o que não está certo (para a vida do outro), sabemos o que é melhor (que o outro faça por ele) para nós.
Julgamos. Sim, julgamos muito. É mais prático, mais simples e fácil de resolver.
É tão engraçado, porque o mesmo exercício não é aplicado aos nossos problemas pessoais, neste caso, avolumam-se as atenuantes. E, mais uma vez, na apuração dos fatos, surge um culpado (quem sabe, um algoz): o "outro".
Mesmo achando que conhecemos e compreendemos os reais motivos e circunstâncias que fizeram com que "tal pessoa" agisse deste ou daquele jeito, é impossível lhe sondar as razões mais íntimas. 
Sabemos, queremos, pretendemos... e, o pior, só aceitamos que o coitado do "outro" aja, exatamente, como?
Como assim? 
Não existe opção, não existe alternativa.
Não é sequer, como nós agiríamos se estivéssemos naquela situação, local, condição... em consequências dos fatos reais, vividos e sabidos. É só, e apenas, como eu quero. 
Eu quero que o "outro" seja assim.
Eu quero que o "outro" faça isso.
É a minha vontade - alheia e diversa, que deve ser encarada como a mais correta, justa e aceitável.
Alguém pode explicar isso?

Eu aprendi que o caminho do equilíbrio passava pela idéia de saber "se colocar no lugar do outro".
Descobri que o outro é o outro e só, único. Individual, livre e independente de qualquer ente. Não é possível pensar como você agiria no lugar de "tal" pessoa, você agiria  sob o seu ponto de partida e experiências.

O melhor caminho é o respeito, estabelecê-lo como premissa incorruptível para todas as inferências e encontrar a compreensão como um desdobramento.





terça-feira, 1 de maio de 2012

Memória seletiva




Quem já viveu um transbordamento cognitivo?
Memórias reunidas podem ser acessadas imediatamente.
Catálogos de impressões... vivências.
Lembranças e traços de recordações.
Dispositivos de busca muito sofisticados, mas a fonte de alimentação é emocional.
É complicado estabilizar uma energia tão instável.