A ansiedade que antecede ao momento de criar

* A diminuição súbita (geral) da energia de um sistema e todas as funções que dele dependem;
* O propalado "efeito dominó" e sua condição mais extrema: o colapso;
* A debilidade repentina das ações, adinamia de ritmo, queda do poder e forças, um momento ômega.

Scribere
Faço dos sinais gráficos, que conheço, os meus representantes. Desembaraçando os caracteres, leio-os, de viva voz. Minha expressão é redigida em linhas incompletas de palavras. A composição de letras dirigidas para registrar meu sonho literário. Escrevo, porque amo.


LuhanaSP

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

MOINHOS

Deixo-me levar
Pelas correntes de ar
Que não acorrentam
Servem para flutuar
Mudar de direção
E têm sabor de vento
Saio do radar
Todo parto é lento
Sem querer incomodar
Questão de ignição
Sigo atrás do vento
Um impulso de intenção
Alteração de rota
Que não perde tempo
Logo me dá a volta
Já não sigo mais
Sou arremessada para trás
Ao sabor do vento
Sem ponderação
Fito minha imensidão
Espalhada como um grão
De tempo
Na vida, no vento
Liberto sem pensar
Caminhando a nuvem
Com passos descalços
De tudo mudando
O mundo se move
Ao som do assovio
Do vento

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

"De volta ao começo"

Letra e música: Gozaguinha


(sem dúvida, uma inspiração de vida - nota pessoal)


E o menino com o brilho do sol
Na menina dos olhos
Sorri e estende a mão
Entregando o seu coração
E eu entrego o meu coração
E eu entro na roda
E canto as antigas cantigas
De amigo irmão
As canções de amanhecer
Lumiar a escuridão
E é como se eu despertasse de um sonho
Que não me deixou viver
E a vida explodisse em meu peito
Com as cores que eu não sonhei
E é como se eu descobrisse que a força
Esteve o tempo todo em mim
E é como se então de repente eu chegasse
Ao fundo do fim
De volta ao começo
Ao fundo do fim
De volta ao começo

domingo, 24 de novembro de 2013

Labirinto

Laborando por instinto

Fito longe o labirinto

Infinito portal

Into

E o universo dá voltas

Labirintite astral


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Acalanto

Em paz
Provou o gosto
Do amor
Perfume de vida
Não evaporou
Permanece
Exalando 
Cada palavra
Dita
Florescendo
Nas sementes
Que plantou


domingo, 13 de outubro de 2013

Os enganos da vida

"Silêncio. Musa... chora, e chora tanto 
Que o pavilhão se lave no teu pranto!"


Tristeza por saber
Decepção ao constatar
A vida diante de áridos
Olhos sem lágrimas
E lacunas de lembranças
Que não existiram
Pensamento em prontidão
Porque os anos se foram
Levados pelas mãos
De escolhas feitas
E oportunidades perdidas
Encontrando a loucura
Se esquece a razão
No fundo de uma alma
Sem identidade


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

nocturnu


Pronúncia inarticulada

Quando a boca quer falar
A linguagem sem palavras
Procura por respostas
Nos lábios de alguém
E a fala não encontra
Um verbo ou elocução
Dos sentidos mudos
Surge mais necessidade
De um bramido reativo
E das vontades urgentes
A busca pela liberdade
Sensação tátil e insolente

sábado, 7 de setembro de 2013

Dicionário da insônia

Em busca do significado, recorri ao dicionário
sonho
so.nho - sm (lat somniu)

1 Representação em nossa mente de alguma coisa ou fato, enquanto dormimos.

2 Coisa imaginada, mas sem existência real no mundo dos sentidos.

3 Coisa ou pessoa vista ou imaginada durante o sono.

4 Imaginação sem fundamento, sequência de ideias vãs e incoerentes, às quais o espírito se entrega; devaneio, fantasia, ilusão, utopia.

5 Ficções comparáveis a um sonho e a que muitas pessoas se entregam mesmo acordadas.

6 Coisa vã, fútil, transitória, sem consistência, sem alcance, sem duração.

7 Coisa vaporosa e inconsistente; visão.

8 Recordação de coisa efêmera e que pouca impressão deixou na alma.

9 Ideia com a qual nos orgulhamos; ideia que alimentamos; pensamento dominante que seguimos com interesse ou paixão.

10 Pequeno bolo esférico, muito fofo, de farinha e ovos, frito em azeite ou em banha de porco.


Tudo é sonho até o acordar...

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

domingo, 25 de agosto de 2013

Banho frio


Prescrição do dia:
Refúgio sensorial
Para apaziguar
As variações
De temperatura
Ah!
Um refrigério


sábado, 24 de agosto de 2013

strip-tease

Despindo a alma do medo
Muitas perguntas lançadas
Descobertas em exposição
Aos poucos se revelam:
Em movimento e direção
Retirando todas as tarjas
Sem defesa e proteção. 





terça-feira, 13 de agosto de 2013

Saudade

Saudade, o que é?

Um tímido ponto final

Que segue lentamente

E ignora o desfecho

Dando corda no tempo

Para  ter o que quer

Embriagado de lembrança

Se apega à continuação

Antiga crise existencial

De sequela permanente

Releitura do velho texto

Memória que traz cheiro

Embaralha música e dança

Perdido o notório contexto

Dá notas de sua emoção

Um pesar tão lacrimoso

Que escorre e ultrapassa

Rompe os limites da linha

Molha e borra a pauta

Se transforma em vírgula

E preserva a recordação

Uma pausa que suspira

Do nostálgico pensamento

Querer guardar da vida

Naquela eterna fração

A doçura do momento.

domingo, 11 de agosto de 2013

P. A. I.

Sigla secreta que quer dizer pai.

Aquele que desde o início foi reconhecido e nominado assim, mais que um símbolo, mais que uma personagem, é aquele que recebe a importância e a cobrança de "ser pai" e exercer as habilidades sobrenaturais da paternidade.

Este documento é confidencial:

paternidade - pa.ter.ni.da.de - sf (lat paternitate) - Qualidade do que é pai; qualidade de autor: aquele que é responsável pela obra.


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Consciência



Onde estará?
Nas nuvens
Com os pássaros,
Ou, presa ao chão
Sob a massa
Paquidérmica?

domingo, 14 de julho de 2013

Beijando as flores

A vida é um jardim suspenso... às vezes, é impossível saber em que dimensão estamos.




segunda-feira, 8 de julho de 2013

MUDEZ

Hoje assola-me a incapacidade para a palavra articulada, da mesma forma fugiram-me os caracteres e letras.
Silêncio, Musa! A minha poesia está calada...
Pedirei auxílio e mergulharei profundamente onde o silêncio é ânimo, para a leitura de um dos mestres.

O artífice: Leminski




sexta-feira, 5 de julho de 2013

Roteiro de filme: escrito nas estrelas

Uma constelação:
Andrômeda tem uma natureza muito semelhante a de Peixes, indo para o lado da exaltação de Vênus neste signo: é uma constelação venusiana por excelência. É a clássica representação da donzela indefesa que é salva pelo príncipe (Perseu) de uma fera terrível (Cetus). 

Nova versão: 
O príncipe e a Fera (nada besta, muito ao contrário) são a mesma pessoa. "Somos o lobo do lobo do homem". 




 

sábado, 29 de junho de 2013

Uivando

© Alessandro Della Bella

© Alessandro Della Bella

© Alessandro Della Bella


"Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu."
           Superlua

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Metáfora do chocolate

Presente surpresa

Futuro?

Árvore dos frutos

De ouro

Cacau?

Receita Secreta

Delicado manjar

Chocolate?

Gotas de pimenta

E imprevistos

Vida?

domingo, 23 de junho de 2013

Universo em expansão

Já sentiu o maior desejo do mundo?
Cala a alma...
E de repente ela não para mais
De falar, querer, pedir
Urgentemente insistir
Em ser e fazer o que quer
E parece que sempre quis
Encontrou o sentido
Sentir o tempo todo
E fala à alma
O desejo tão substantivo
Encontrou outra aplicação
Um vocativo permanente
Impulsiona as mais naturais
Vontades...
Todas "de um tudo"
E único desejo
O maior do mundo.

sábado, 22 de junho de 2013

Brumas

Névoa que invade o espaço
Sem pedir nenhuma licença
Um vapor aquoso e denso
Mudando inteira atmosfera
Revigora qualquer cansaço
O ensaio de beleza imensa
Enigma do tempo suspenso
Atrasa a natureza e espera
Provoca a doce lembrança
Embrulhada entre brumas
De um momento presente
A visão do dia amanhecido
Sem qualquer semelhança
Etérea leveza das plumas
Do sentimento comovente
Alusão de um prazer vivido

Brumas




terça-feira, 18 de junho de 2013

Dieta de segunda-feira

O que fazer com as delícias?
Consumi-las e sumi-las.
Comê-las e perdê-las.
Exauri-las
E deliciosamente 
Senti-las nos lábios. 

domingo, 16 de junho de 2013

Sem título, sem pretexto

O equilíbrio corteja a insanidade,
A coragem flerta com o medo,
E a vida segue, 
Em paradoxos 
Complementares.

domingo, 9 de junho de 2013

Dano colateral

Um mal causado
Um bem exposto 
Lesão por fogo
E exposição 
Do Sol interior 
Escondendo
O que está posto
Marcas à mostra
Efeito da radiação
Dias sem nuvem
Muita ação da luz
Uma descoberta 
Do inflamado ego
Paranoico sente 
Descontínuo impulso
E um brilho intenso
De efeito delirante
Incitada pelo calor 
Eis a conclusão
Insolente
Melhor ficar cego 
Que não sentir 
A falange ardente
Da desejada dor


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Depois da queda o impacto




Olhando o precipício
Sabia que era infindo
Sentiu uma vertigem
E desabou fingindo
Caiu sentada em si
Sobre a proteção
Das patéticas nádegas
Descobriu-se sem lesão
Por espanto e surpresa
Era uma bunda mole!!!

sábado, 9 de março de 2013

o acaso









Surge inesperado o acaso
Embaraçado pelos nós
Do "de repente"
Não dá para desviar
Então, qual é o caso?
Parece-me uma colisão
O "crash"  iminente...
Por favor, seja franco
Como você se sente?
Não anotei a placa
Me atropelou e seguiu
Destino em frente
Acidente de trânsito
Coisas de uma vida
Que segue sem sinalizar
A rota impermanente

sábado, 2 de março de 2013

Decepcionar alguém é muito fácil

Dolorosa decepção
Rolando as escadas
Caindo ao chão
Brutal movimento
De um empurrão
Pelas costas
Sem previsão
Golpe desferido
E tamanha dor
Por constatar
A covardia crua
E até a vilania
De um ente
Querido

sábado, 16 de fevereiro de 2013

V-I-D-A (this is life)

Ah! A vida...
É a vida, né?
Será?
Sim, pode ir
Siga em frente
Eu vi, dá
Pode passar
Pode seguir
Vai que dá
VIDA

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Para enterrar as agruras



AS LUZES VELAM AS MEMÓRIAS
LEVAM AS DORES À DESPEDIDA
COMOVEM-SE DE TANTAS...
                                        [VITÓRIAS]
E PERDEM-SE EM PAZ.




terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Patacoada

Em resumo, é uma tolice sem sentido.
Palavras jogadas ao vento, não precisariam ter sido ditas ou escritas, mas antes já ocuparam algum espaço em uma mente... Qualquer coisa pensada.
Sim, disparates sem endereço certo. Nenhuma mensagem escondida, ou fórmula secreta do conhecimento. Balelas distorcidas, presunção do opinar e mero exercício orgânico da manifestação pessoal.
Observação, leitura, impressão, ideia, ponto de vista. Qualquer coisa sobre uma generalidade distante, ou uma predileção. Inferências? Talvez, calcadas em reminiscências.
Particularidade que pode ser partilhada sem exaltação do amor-próprio. Apenas uma liberdade. Escrever sobre qualquer assunto, ressaltando fonemas num momento de interjeição, só para representar um suspiro. Não censurar o ridículo interior quando for inevitável. Mas, principalmente, e acima de tudo não ridicularizar o outro (uma individualidade).
Nem toda pena será uma espada e muitas palavras serão apenas palavras.