A ansiedade que antecede ao momento de criar

* A diminuição súbita (geral) da energia de um sistema e todas as funções que dele dependem;
* O propalado "efeito dominó" e sua condição mais extrema: o colapso;
* A debilidade repentina das ações, adinamia de ritmo, queda do poder e forças, um momento ômega.

Scribere
Faço dos sinais gráficos, que conheço, os meus representantes. Desembaraçando os caracteres, leio-os, de viva voz. Minha expressão é redigida em linhas incompletas de palavras. A composição de letras dirigidas para registrar meu sonho literário. Escrevo, porque amo.


LuhanaSP

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Maldição

Todo o caos
Terá um fim
Dito isso
O que foi
É finito
E o hoje
Se encontrou
Ontem
Com aquilo
Que já não é
Nada mais
Os finais 
Não são todos
Tristes
Nem iguais
Muitas vezes
É possível
Tentar acabar
Novo desfecho
Sem conclusão
Os pesares
Podem aliviar
Lavar a alma
Das mágoas
Tudo que ficou
Para trás
E não existe
Mais
Da maneira
Que era ou foi
Se deixarem
Nódoas
Ter-se-á algum
Registro
Diante do muito
Que foi dito
E o pó das palavras
Ditas por extenso
Não terão nova
Edição
Fases se intercalam
Vivemos mais
Do mesmo
Em repetição
Até a linha
De chegada
Antes partida
Colada em pedaços
Palavras se calam
É a mais clássica
De todas
Ela é a primazia
Que detecta
A hora certa
Equilíbrio temporal
Aquilo que é sobra
Resta sem valor
Melhor pontuar
Último suspiro
Lembrando 
Dos primeiros
Ponto final






sábado, 6 de setembro de 2014

P O R T A S





Aportei no meio 
De um caminho
Ida sem volta
É metade do trajeto
Voltas envoltas
Desde ontem
É passado vivido
São inúmeras portas
E várias combinações
Antigas crenças
Intuitivas divagações
Podem fazer crer
Nas benesses do tempo
Que sempre há
E mesmo nas faltas
Ainda haverá
Pontos ultrapassados
Limites vencidos
Dilatados e rompidos
Consumimos besteiras
Placebos e paliativos
Comemos enlatados
E nos acreditamos
Ainda vivos
Muitas vezes não dá
Para voltar e nem seguir
Existem portas e portas
Umas não se fecham
Outras são impossíveis
De abrir
Portas que abrem
Outras portas
Modificam a paisagem
Das ruas tortas
E protegem o que está
Por trás
O tesouro de dentro
Ou simulam um teor
Que não contém
Fechadas podem ser 
Apenas lindas fachadas
Outras não deveriam 
Ser penetradas
Caixas fortes
Portas que não podem
Ser fechadas
Porque nunca mais
Se abrirão por fora







sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Fraude

Para burlar a dor
Enganando a vida
Com esquivas
Que não poupam
A própria cabeça
Guilhotinada
Servida em bandeja
De prata
Caída em indigno
Prato
Julgada por todos
Sem redenção
Olhar no espelho
Já não serve
Erguer os ombros
Não consegue
Porque as dores
Derivam e voltam
A morar no oco
De um antigo
Sonho nascituro
Pobre larva
Sem futuro
Nunca ouvirá
O doce som
Farfalhar de asas
Pois nunca irá
Voar...
E toda a lembrança
Será a de falhar
Morre hoje
Apenas constatando
Morreu